01 dezembro 2016

EXPOSIÇÃO AO BENZENO NOS POSTOS: AVANÇOS E RETROCESSOS NA NOVA LEGISLAÇÃO

A exposição ao benzeno, substância cancerígena presente nos combustíveis, foi discutida na ENSP durante os dias 23 e 24 de novembro por pesquisadores, técnicos e integrantes dos movimentos sociais. Com foco nos trabalhadores dos postos de gasolina, mas também pensando nos riscos que correm os usuários e a população que vive no entorno dos postos, os debates falaram das legislações que buscam diminuir a exposição ao benzeno. Um dos debatedores do Ceensp que discutiu o tema foi Alexandre Jacobina. Ex-coordenador de Vigilância da Saúde do Trabalhador da Bahia e representante do Ministério da Saúde na Comissão Permanente do Benzeno, ele conversou com o Informe ENSP sobre o “Anexo 2” da Norma Regulamentadora número 9 (NR9) que finalmente incluiu os postos de combustíveis no conjunto de leis que regulamentam as atividades que lidam com o benzeno. Para Jacobina, o documento é um avanço no sentido de diminuir o risco dos trabalhadores expostos, mas algumas das concessões feitas pela subcomissão que elaborou o texto são encarados por ele como um retrocesso. Para saber por quê, leia, a seguir, a entrevista completa com Alexandre Jacobina.

Informe ENSP – Alexandre, primeiramente, para traçarmos um panorama histórico, por que os postos de combustível não foram incluídos no Acordo Nacional do Benzeno, de 1995?  

Alexandre Jacobina - Na época em que a Comissão Nacional do Benzeno foi criada, havia um problema grave de contaminação química, principalmente na siderurgia e na indústria química. (Na época, inclusive, apareceu a situação grave da morte de um médico na Bahia, na indústria química).  Ao meu ver, naquele momento, não se incorporou os postos porque não havia condição operacional para incluir um segmento tão grande. São 40 mil postos no Brasil, com 500 mil trabalhadores.  

Informe ENSP – Por que você vê retrocessos no “Anexo 2”da NR9, que regulamenta finalmente os postos?  

Alexandre Jacobina - O “Anexo 2”  foi construído dentro da Comissão Nacional do Benzeno por uma subcomissão específica. Ele representa, sim, um avanço, porque trata pela primeira vez de um seguimento de alto risco com baixíssima cultura de saúde e segurança e com invisibilidade tanto na área técnica quanto pela população.  Agora, há um retrocesso por conta das concessões que foram feitas para se firmar o acordo, uma vez que a comissão é tripartite, formada por trabalhadores, governo e patrões.  Nós perdemos a avaliação ambiental, que analisa a quantidade de benzeno na atmosfera. Ela é um item importante da avaliação de saúde. Perdemos também o indicador biológico e teremos que trabalhar com outras instrumentos legais para garantir a aplicação desse indicador. Ele ajuda na prevenção, enquanto o hemograma é um indicador que aponta um problema de saúde já existente. O indicador biológico precisa ser feito a cada seis meses e a série histórica tem que ser avaliada.  

Leia a matéria na íntegra clicando AQUI

18 novembro 2016

FIOCRUZ RECRUTA PESSOAS PARA TESTAR VACINA CONTRA DENGUE

A Fiocruz Pernambuco iniciou o recrutamento de pessoas para participar da fase III dos testes da vacina da dengue, produzida pelo Butantan, no estado. O trabalho está sendo realizado no Engenho do Meio, na zona Oeste do Recife. Uma equipe formada por enfermeira e pesquisadora está visitando casas em áreas do bairro escolhidas por sorteio, das 17h às 21h, horário no qual todos os membros das famílias estão em casa. Na visita, os moradores recebem informações sobre os testes e são convidados a participar. A proposta é recrutar 1.200 pessoas.
“Todas as vacinas que chegaram ao mercado precisaram antes ser testadas em humanos para verificar se elas davam o resultado esperado. Então é muito importante a colaboração das pessoas, que elas queiram participar dessa fase de teste”, explica a pesquisadora da Fiocruz Pernambuco Cynthia Braga, que está coordenando o recrutamento. “Aceitando é agendado um exame físico e entrevista com o candidato. Apto a fazer parte do teste, ele é vacinado e acompanhado por cinco anos”, completa Cynthia.

Podem participar dos testes pessoas saudáveis, que tiveram ou não dengue, com idade entre 2 a 59 anos. Durante o período do estudo, os participantes serão acompanhados por uma equipe de saúde para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina, que é feita de vírus vivo enfraquecido e protege contra os quatro tipos do vírus dengue. Primeiro serão vacinadas pessoas com idade entre 18 e 59 anos, em seguida os que têm entre 7 e 17 e por último os de 2 a 6 anos.


Acesse o Portal da ENSP e leia a matéria na íntegra clicando AQUI

14 novembro 2016

MEC DESENVOLVE APLICATIVO PARA COMBATER MOSQUITOS AEDES

O combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya ganhou mais uma valiosa ferramenta com o lançamento do aplicativo Desafio Aedes pelo Ministério da Educação. Trata-se de um jogo que exige dos usuários o cumprimento de tarefas que previnem a proliferação do mosquito. Os estudantes vencedores do concurso Pesquisar e Conhecer: Para combater o Aedes aegypti testaram e aprovaram o aplicativo. Desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) do MEC, o aplicativo estará disponível nas plataformas IOS e Android já no final de novembro. O jogo desafia os participantes a destruir virtualmente os focos do mosquito, seguindo critérios que já conhecemos na prática: a eliminação de água parada e a limpeza de locais com entulhos e lixo. 

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Ivana de Siqueira, explica que a intenção do jogo “é seguir com o trabalho coletivo, de forma lúdica, mobilizando a rede de ensino para as práticas que colaboram para o controle do inseto em diferentes regiões do país. Os estudantes gostaram muito porque é uma forma lúdica de interagir. A tecnologia cria um processo colaborativo entre eles, porque o trabalho é coletivo”, explica Ivana. 

Eduardo Leite acredita que com tecnologia os estudantes aprendem mais Para as alunas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTPR), Fernanda Nunes, Juliana Freitas e Vassula Paiva, a ferramenta vai ser muito útil. Há três anos as jovens realizam um projeto de combate aos insetos, espalhando pelo campus universitário, em pontos estratégicos, armadilhas para coleta dos ovos. Pela contagem, são identificados o período do ano com maior incidência da doença. “Esse aplicativo vai ser uma ferramenta a mais para levarmos adiante nosso projeto”, afirma, Juliana, 18 anos.



Confira a matéria clicando AQUI

08 novembro 2016

MORTE DE PRIMATAS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO - NOTA DE ESCLARECIMENTO 2

Em relação a ocorrência de mortes de primatas não humanos (macaco, mico, sagui), desde o dia 11 de outubro de 2016 , cumpre informar que, conforme exames já realizados, os resultados emitidos pelos Laboratórios da FIOCRUZ-RJ, concluíram: 


  •  Pesquisa de vírus febre amarela, zika, chikungunya, com resultado Negativo 
  •  Pesquisa para a família Herpesviridae, com resultado - Positivo para HSV-1 (Herpes 1). 
Diante dos resultados, podemos sugerir que, até o momento, não há evidências de circulação de doenças transmitidas por vetor urbano, como o Aedes aegypti, entre os animais analisados, o que poderia acarretar riscos à saúde da população. Para tanto, as equipes da Prefeitura continuarão mobilizadas para a realização das ações de vigilância, seguindo as recomendações do Grupo Técnico de Vigilância das Arboviroses/MS. 


Mantemos a recomendação de que a população precisa evitar proximidade de animais doentes, ou mortos, por questões de segurança. No Município do Rio de Janeiro, frente a identificação de novos casos, informar imediatamente à Central de Atendimento 1746, 24hs por dia, 7 dias na semana. 

Quando fora do município do Rio de Janeiro, a comunicação é, em horário comercial de segunda a sexta, a Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, nos telefones 2333.3899 ou 2333.3842. Após as 17:00hs, nos fins de semana e feriados, entrar em contato com o Plantão CIEVS SES 98596 6553. 

Rio de Janeiro, 07 de Novembro de 2016

02 novembro 2016

NOTA DE ESCLARECIMENTO - MORTE DE PRIMATAS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Em relação à ocorrência de mortes de primatas (macacos, micos, saguis) na cidade do Rio de Janeiro, desde o dia 11 de outubro de 2016, cumpre informar que: 

As Autoridades Sanitárias municipais e estaduais e os demais órgãos municipais envolvidos, como Comlurb, Patrulha Ambiental, Central de Atendimento 1746 e Defesa Civil, estão integrados na coleta de dados oriundos das observações clínicas e exames post mortem, para uma analise das causas possivelmente envolvidas com o evento. 

A população precisa evitar proximidade de animais doentes ou mortos, por questões de segurança. A identificação de novos casos deve ser informada imediatamente à Central 1746, que funciona ininterruptamente, 24hs por dia, 7 dias na semana. 

Quando fora do município do Rio de Janeiro, a comunicação deve ser feita em horário comercial, de segunda a sexta-feira, à Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, pelos telefones 2333-3899 ou 2333-3842. Após as 17h e nos fins de semana e feriados, pode-se entrar em contato com o Plantão CIEVS SES, pelo telefone 98596-6553. As amostras de material biológico até o momento processadas foram negativas para arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela). Outros testes estão em andamento para identificação do agente e o laudo oficial especificando a causa das mortes, segundo a FIOCRUZ, será emitido na próxima semana. 

14 outubro 2016

CLIPPING: UM TRABALHO QUE VALEU OURO

Márcio atuou durante cinco meses nos equipamentos olímpicos
Além dos funcionários que participaram dos Jogos Rio 2016 pelo programa Servidor Olímpico ou como voluntários, ainda tivemos, claro, um grande contingente de força de trabalho da prefeitura que foi deslocada para áreas olímpicas e paralímpicas. E para representar esse enorme grupo, conversamos com o Márcio Rogério da Silva, servidor da Secretaria Municipal de Saúde. Auxiliar de Controle de Endemias, Márcio pôde contribuir diretamente na prevenção de casos de Dengue, Chikungunya e Zika nas áreas de competições.

Servidor há 13 anos, Márcio conta que essa foi uma experiência única em sua trajetória no Município. "Foi uma experiência muito boa, pois pude ver como o nosso país recepcionou os atletas de várias nacionalidades com amor e tentando acertar de todas as formas para que tudo desse certo. E deu. No meu trabalho, fui muito ajudado tanto pela meu coordenador, Marcus Vinícius, no nível central, como pelo gerente da CAP 5.1 setor operacional, Vanderlei Araújo. Realizamos um trabalho de eliminação de criadouros, colocação de armadilhas (ovitrampas), além de mensagens educativas com os trabalhadores locais antes, durante e dois dias depois das Olimpíadas e Paralímpiadas", conta.

E o resultado de tanto trabalho? Áreas sem mosquitos! "Ver um local com alguns problemas, ter o apoio para conseguir solucionar e, no final, ouvir o coronel do exército dizer que, desde quando eu cheguei, os mosquitos sumiram foi algo que nunca vou esquecer. Tudo estava acontecendo de forma positiva, nenhuma ocorrência médica era notificada ou alguma enfermidade em relação a mosquitos. A paramédica entregava a cópia destas notificações para que eu entregasse à gerência da SMS. Eu antes perguntava à doutora se havia suspeita de Dengue, Chikungunya ou Zika e ela dizia que não. Ou seja, foram cinco meses de muito trabalho, mas também de muita alegria com os resultados. Tudo virou felicidade e, em um momento de tranquilidade no trabalho, ainda pude assistir a uma final em que uma atleta iraniana levou a medalha de Ouro. Foi um espetáculo inesquecível", encerra.

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro. Portal do servidor. Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br/web/portaldoservidor/exibeconteudo?id=6461856>. Acesso em: 14 OUT. 2016.

13 outubro 2016

CLIPPING: QUEIMADAS AUMENTAM INTERNAÇÕES EM 89%

O resultado de toda essa poluição são alterações no sistema respiratório e cardiológico das pessoas

O Piauí registrou até o domingo 4.602 queimadas, de acordo com os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Apenas no mês de outubro ocorreram 267 queimadas. Incêndio na mata às margens da Avenida Ferroviária, conhecida como Avenida dos Ipês, no bairro São João, zona Leste de Teresina, estava avançando sem a presença do Corpo de Bombeiros. A mata seca incendeia rapidamente, mas o fogo também atinge as árvores verdes, chegando a uma altura de até dois metros.

O motociclista Luiz Fernando afirmou que telefonou para o Corpo de Bombeiros há cerca de meia hora, mas, os militares ainda não chegaram ao local. Os moradores da região temem que alguma faísca atinja as casas do outro lado da Avenida dos Ipês. Com as queimadas, cresceram em 89% em setembro e outubro em Teresina em relação aos meses de julho e outubro, segundo dados do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e Fundação Municipal de Saúde (FMS), partir dos dados recebidos pelos Hospitais Municipais e Centros de Saúde da capital, as internações por problemas respiratórios e circulatórios.
Asma, bronquite, enfisema, pneumonia, arritmia, hipertensão e até infarto. Essas são algumas doenças que podem se desenvolver em pessoas que se expõem constantemente à fumaça das queimadas. Pesquisadores têm investigado em várias partes do país a influência desses incêndios na saúde das pessoas, em especial de crianças e idosos, que são os mais afetados.
Uma equipe da Escola Nacional de Saúde Púbica da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), coordenada pela bióloga Sandra Hacon, vem percorrendo diversas regiões da Amazônia para avaliar o impacto das queimadas na saúde.
Os pesquisadores, em parceria com o Instituto de Física da USP (Universidade de São Paulo), vão passar por todos os Estados.
Os pesquisadores têm percebido maior prevalência de asma e bronquite, principalmente entre as crianças. Os pesquisadores dizem que tudo leva a crer que houve relaxamento em relação à fiscalização das queimadas, que foi reduzida.
Além disso, o momento político parece ter flexibilizado as ações em nivel local e existem pessoas que aproveitam as condições climáticas para usar o fogo e aumentar as áreas do agronegócio. Com isso, a queimada começou a ter um impacto maior. Não se pode dar um peso grande à mudança climática porque, se tivesse uma boa fiscalização e sensibilidade do poder político local, dos governantes e da sociedade, as queimadas não teriam sido tão intensas.
Partículas de queimadas contaminam as pessoas
Segundo os pesquisadores, as partículas das queimadas ficam mais tempo na atmosfera (por falta de chuva), aumentando as chances de contaminar as pessoas. Quando a biomassa é queimada, sejam florestas ou cana-de-açúcar, inúmeras partículas são emitidas para a atmosfera. Essas partículas possuem diversos tamanhos: algumas são grandes, visíveis a olho nu, e outras são muito finas, menores até que a espessura de um fio de cabelo. Enquanto algumas conseguem atingir as regiões mais profundas do aparelho respiratório, outras, de tão pequenas, chegam à corrente sanguínea.
O resultado de toda essa poluição são alterações no sistema respiratório e cardiológico das pessoas. Os mais afetados são aqueles que têm um sistema imunológico mais carente: crianças, idosos e pessoas com histórico de problemas cardiorrespiratórios. (E.R.)
Fonte: Jornal Meio Norte. Disponível em: <http://jornal.meionorte.com/theresina/queimadas-aumentam-internacoes-em-89-296063>. Acesso em: 13 OUT. 2016.

09 setembro 2016

CULEX DO RIO NÃO SÃO COMPETENTES PARA TRANSMITIR ZIKA

Pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) aponta que os mosquitos Culex quinquefasciatus do Rio de Janeiro não possuem competência vetorial para transmitir as linhagens locais do vírus zika. A participação desta espécie (popularmente conhecida como pernilongo ou muriçoca) no ciclo de transmissão da doença é uma das hipóteses investigadas para explicar a rápida disseminação do vírus zika pelo país. Para comparação, também foram estudados mosquitos Aedes aegypti, constatando-se, em contraste, sua alta capacidade de transmissão do patógeno. Estas evidências científicas reforçam que as estratégias de controle de zika devem permanecer focadas no Aedes aegypti, principal vetor do vírus nas Américas. O Instituto Pasteur de Paris é parceiro do estudo, publicado na revista científica Plos Neglected Tropical Diseases.

Integrante do Laboratório analisa placas de cultura de células inoculadas com amostras de saliva de mosquitos Aedes aegypti (superior) e Culex quinquefasciatus (inferior). Enquanto a placa superior evidencia a destruição das células pelo vírus Zika, na placa inferior não houve dano (foto: Vinícius Ferreira)
De janeiro a março de 2016, o Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC coletou ovos e larvas de Culex quinquefasciatus em quatro bairros da cidade do Rio de Janeiro: Manguinhos e Triagem, na Zona Norte, Jacarepaguá, na Zona Oeste, e Copacabana, na Zona Sul. Os ovos e larvas foram levados para o laboratório e, quando atingiram a fase de mosquitos adultos, foram separados em gaiolas. Em seguida, foram alimentados com sangue infectado com o vírus zika. Para isso, foram usadas duas linhagens locais do vírus, isoladas, em janeiro, pelo Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do IOC, a partir de amostras de pacientes do Rio de Janeiro. “Utilizamos mosquitos coletados diretamente em campo e linhagens do vírus circulantes na cidade na mesma época para que o resultado pudesse ser o mais fiel possível à realidade do Rio de Janeiro”, explica Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários e coordenador do estudo.

Clique AQUI e leia a matéria na íntegra.

ESTUDO EXPLORA COMO A INCIDÊNCIA DE DENGUE VARIA EM FUNÇÃO DA IDADE E DIFERE NAS CAPITAIS BRASILEIRAS

Com o propósito de caracterizar o padrão de incidência de dengue ao longo do tempo, segundo a faixa etária, no período de 2007 a 2012 nas capitais estaduais brasileiras, a aluna do mestrado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Rayane Cupolillo Ferreira desenvolveu sua dissertação sob a orientação das pesquisadoras Paula Mendes Luz e Cláudia Torres Codeço. As capitais selecionadas, segundo a maior taxa de incidência entre as séries de dengue e dengue grave por faixa etária, em cada região do país para modelagem estatística, foram: Rio Branco, Aracaju, Cuiabá, e Vitória. As capitais pertencentes à região sul do país mantiveram suas curvas de incidência próximas de zero, tendo sido excluídas desta etapa da análise. De acordo com a pesquisa, há maior ocorrência de dengue entre os indivíduos com 15 anos ou mais quando comparados com o grupo de idade inferior, em 3 das 4 capitais (Rio Branco, Aracaju e Vitória). Adicionalmente, como a presença do termo de interação dos grupos etários ao longo do tempo foi significativa para as capitais estudadas, o estudo sugere que, há possibilidade de um deslocamento do padrão etário nas taxas de incidência de dengue no período observado. Além disso, não há diferenças significativas entre as curvas de incidência de dengue grave em Rio Branco, Cuiabá e Vitória para as diferentes faixas etárias no período observado, com exceção de Aracaju, cujas curvas de incidência foram significativamente diferentes para os grupos etários em questão com maior expressão de dengue grave entre os menores de 15 anos.
 
A pesquisa fez uma análise exploratória das séries temporais de dengue em cada uma das 27 capitais brasileiras (26 capitais e Brasília), e selecionou 4 capitais (Rio Branco, Aracaju, Cuiabá, e Vitória). Depois foi realizada a regressão das curvas de incidência de dengue e dengue grave utilizando Modelos Lineares Generalizados com distribuição de probabilidade de Poisson (que expressa a probabilidade de uma série de eventos ocorrer num certo período de tempo se estes ocorrem independentemente de quando ocorreu o último evento). Em vários países onde a ocorrência de dengue é relevante, a distribuição dos casos por faixa etária não é homogênea, levantando dúvidas sobre quais os fatores interferem na dinâmica da incidência de dengue segundo a idade.
 
Clique AQUI e leia a matéria na íntegra.

28 agosto 2016

Palestra Mapa de Ameaças Múltiplas do Estado do Rio de Janeiro

A Secretaria de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sedec-RJ) lançou, no dia 22 de junho de 2016, o Mapa de Ameaças Múltiplas do Estado, no auditório do Complexo de Ensino do Corpo de Bombeiros Militar, em Guadalupe.
 
O estudo, realizado pelo Departamento Geral de Defesa Civil (DGDEC-RJ) com a participação das 92 Defesas Civis municipais, reúne as 736 principais ameaças de desastres presentes no território fluminense, sendo 460 naturais e 276 tecnológicas, segundo sua prevalência e hierarquização.
 
Data: 30/08/2016;
Local: Universidade Veiga de Almeida (UVA)
Endereço: Rua Ibituruna, 108 - Maracanã
Palestrante: Cel. BM Paulo Renato - Diretor Geral DGDEC;

Formulário de cadastro - CLIQUE AQUI